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Medidas de Risco: Relação Risco x Retorno

Medidas de Risco

Quando se fala em mercado financeiro, devemos levar em conta os
conceitos sobre retorno, risco e incerteza. Toda aplicação quando é
feita, tem por objetivo futuro, a busca de um retorno, que está
associado às incertezas que existem sobre o resultado no final do
período de investimento, e portanto, esta incerteza sobre resultados, é
chamada de risco.

Retorno é expressa de forma percentual, e
indica o valor ganho sobre um investimento. Essa rentabilidade pode ser
indicada conforme a fórmula abaixo:

O objetivo principal de todo investimento é a rentabilidade, não podendo
deixar de levar em conta o risco da operação antes da decisão de
efetivá-la, uma vez que não há garantia de retorno futuro sobre as
operações.

Como dito acima, não existem operações no mercado
financeiro, inteiramente livre de riscos. No Brasil, por exemplo, o que
mais se aproxima de um investimento livre de riscos são os títulos
federais com lastros na taxa SELIC, de curto prazo.
A expectativa, portanto, de qualquer investimento que envolva mais
risco, tenha uma remuneração maior que a taxa SELIC pode dar ao
investimento.

Dentre os fatores de risco, podemos citar:

  • Risco
    de Mercado, ou seja, alteração nos preços dos ativos e passivos
    financeiros em que a empresa tem posição ( incluídos, por exemplo,
    juros, ações, cotações de moedas, preços de commodities, etc.), podendo
    essas alterações afetarem no resultado da empresa, de forma positiva ou
    negativa;
  • Risco de Crédito, ou seja, classificação em que
    envolve a situação da eventualidade de a empresa não honrar com suas
    obrigações em que é credora, conforme os contratos firmados entre duas
    partes;
  • Risco de Liquidez, ou seja, classificação que mede a
    dificuldade para se conseguir fundos para o financiamento dos ativos não
    líquidos da empresa. Essa situação pode resultar no não cumprimento
    das obrigações da empresa;
  • Risco Operacional, que significa o
    risco potencial de perdas por parte da empresa, devido a pessoas,
    processos, problemas de contrato, tecnologia, falha interna de modo
    geral, ou desastres, influências externas, entre outros. O Banco
    Central estabeleceu que as instituições financeiras instituíssem
    controles internos adequados de forma a impedir o risco operacional,
    fazendo com que o departamento de Compliance das instituições
    financeiras exerçam papel importante para o pleno funcionamento das
    mesmas.


No caso de ações, pode-se notar o risco sistêmico
ou beta (β), que é um índice do retorno de uma determinada ação em
relação ao retorno de mercado. O beta de mercado é igual a 1, e os
outros betas são calculados com base nesse valor.

A conclusão
importante é que, se o beta for positivo, indica que a ação se move na
mesma direção do mercado, e se o beta for negativo, indica que a ação
está indo na direção contrária do mercado.

Já no caso dos
títulos de renda fixa, tem-se a duration (D), que é uma forma de
calcular o prazo médio de um fluxo de caixa, que leva em conta o valor
do dinheiro no tempo, ou seja, é uma forma de medir a sensibilidade nos
preços em relação às taxas de juros.

 

Value at risk

É o modelo utilizado para mensuração do risco das operações de
determinada instituição. Inicialmente, era utilizado como indicador de
risco, medidas de descasamento de prazo e moeda, posteriormente, foi
utilizado o descasamento de moeda e duração em valores de mercado, até
então sendo levado em consideração somente o risco com base nos dados
internos do banco.

A partir deste ponto, foi estabelecida a
apuração do risco através da montagem de um cenário futuro desfavorável,
sendo calculado valor da perda decorrente deste cenário.
O value at risk indica a perda máxima, com certo grau de confiança,
proveniente de oscilações de preços de mercado, medidos dentro de um
período determinado.

Há dois modos diferentes que podem
interpretar o value at risk, sendo o primeiro, é identificá-lo com a
perda que pode ocorrer nas carteiras do banco se estas forem mantidas
inalteradas por certo prazo. Mede-se a posição estática, supondo que não
será movimentada. E, por outro modo, pode ser visto como a perda
possível de uma posição durante o prazo necessário para liquidá-la, ou
neutralizá-la em relação a oscilações do risco. Neste caso, a abordagem é
de uma visão dinâmica das carteiras, em que o gestor movimenta as
posições para adequá-las ao risco que a instituição aceita estar
exposta.

 

CAPM – (Capital Asset Pricing Model)

Este modelo mostra como se relacionam e como devem ser medidos o risco e retorno.

É representada conforme a fórmula abaixo:

Onde,

Coeficiente Alfa = parâmetro linear da reta

Coeficiente Beta = parâmetro angular da reta

Rm = retorno de uma carteira no mercado

Em um mercado eficiente, alfa é igual a zero.

Rf = taxa de juro livre de risco

Rj= retorno exigido

A taxa de retorno dos investimentos é expressa pelo Ativo Livre de Risco mais um Prêmio, ou seja:

RJ – Rf = Prêmio pelo Risco

Considerando como ativo livre de risco, aquele que tem o menor grau de risco no mercado.

O
prêmio pode ser expresso pelo Retorno de Mercado (Rm) menos o Retorno
dos Ativos Livres de Risco, corrigido por um fator de sensibilidade L.
Demonstrado conforme abaixo:

Se observarmos esta expressão acima, pode-se perceber que o investidor
assume que o ativo analisado depende apenas do retorno de mercado. Em
outras palavras, não importa a escolha do ativo, o retorno estará sempre
atrelado do próprio retorno do mercado.

É colocado um prêmio
adicional na fórmula, portanto, para que seja corrigido o efeito de não
diferenciação de um ativo para outro. A expressão passa a ter, então, a
estrutura abaixo:

O parâmetro L é nomeado como Alfa de Jensen. Ele serve como medida de
comparação dos retornos de uma ação. A conclusão que nos importa é:

Se L > (RJ – Rf) – β (Rm – Rf): o desempenho do ativo superou as expectativas no período de regressão;

Se L = (RJ – Rf) – β (Rm – Rf): o desempenho do ativo foi idêntico às expectativas no período de regressão;

Se L < (RJ – Rf) – β (Rm – Rf): o desempenho do ativo ficou abaixo das expectativas no período de regressão.

 

Relação Risco x Retorno e o Princípio da Dominância

Simplificando essa relação, pode-se concluir que quanto maior o risco,
maior o retorno provável. Nas operações dentro do mercado financeiro,
assumindo-se grandes riscos, implicitamente, assume-se também a
possibilidade de grandes retornos. Isto não significa que o retorno está
garantido, e sim que há a possibilidade de se ter uma boa remuneração.

Para
que um investidor possa ter um maior retorno, deverá aceitar um maior
nível de risco. Em regra geral, os investimentos com maior grau de risco
possuem um prêmio de risco como um dos componentes da taxa de retorno.

Baseado
no Princípio da Dominância, são dados os investimentos de uma carteira
com uma certa taxa de retorno, e aquele que tiver o menor risco, passa a
ser o mais atraente.
O risco existe em qualquer investimento, no entanto, a exposição ao
risco aumenta de acordo com a concentração do investimento em apenas um
ativo. Há uma maior proteção da carteira, e uma grande diluição do
risco, quanto mais diversificados forem os investimentos.

28 de julho de 2014

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