Os investidores mais atentos sabem e levam em consideração que um mercado de bolsa de valores se comporta à luz da eficiência dos mercados e dos agentes econômicos racionais, fazendo com que os retornos esperados se ajustem de acordo com modelos clássicos de precificação de ativos e ponderação de risco. Sharpe está feliz da vida uma hora dessas em sua sala de escritório em Stanford, tanto estudo finalmente faz sentido.
Só que Sharpe e outros não consideraram (embora soubessem que isso existia) que existe um fator de imprevisibilidade extremamente relevante, o do ser humano. Não se refere aos confins secretos dos riscos não-sistemáticos como curtoses de retornos ou spreads bid-ask e sim a um velho conhecido: nós mesmos.
A teoria comportamental fala que, basicamente, não é tão fácil quanto parece. Não basta apenas saber medir risco e retorno, é preciso saber também viéses de comportamento psicológico e social humano. Nem sempre o ser humano age conforme o esperado (racionalmente) e mesmo quando deseja agir ele pode operacionalmente falhar por conta de falhas do seu processamento mental. Isso não significa dizer que somos fadados ao fracasso total, apenas significa dizer que o mundo não é perfeito.
Para quiser saber mais, existe um site na internet que explica uma série de teorias relacionadas ao comportamento humano nas finanças aqui.
Sem ganhar nenhum tostão por isso, recomendo uma leitura super interessante, do Richard Peterson, Desvendando a mente do investidor. Este livro é execelente.





