Como os mercados se movimentam? – parte 2

Continuando o post anterior…

Os mercados fazem um zigue zague. Dentro de cada parte desse movimento, existem zigue zagues menores e menores dentro dos menores e assim numa quantidade de dentro de dentro (efeito de recursão) até chegar na própria negociação.

Esses zigue zagues nos seus mais diversos níveis recursivos são as altas e baixas do papel, altas e baixa de curto prazo e de longo prazo (e outros prazos que se pode inventar como médio prazo, curtíssimo prazo e afins).

fractal recursivo de Koch
Exemplo de fractal recursivo de Koch

Bom, não precisávamos de uma teoria matemática para dizer que o mercado anda em zigue zague (hehehe!), mas a verdade é que dessa simples percepção há uma série de abstrações matemáticas que tentam indicar caminhos para o mercado. O grande pulo do gato (como eu chamo) é a característica dinâmica com que os zigue zagues se formam e como podem ser descritos, daí o apelido nerd de movimento multifractal (ao invés de apenas fractal). Buscar relações matemáticas é um pequeno passo na tentativa de rastrear estes movimentos, daí provem a sustentação da teoria de análise técnica, um híbrido de velha teoria linear (criticada duramente por Elias por sinal) e não-linear (terreno de Mandelbrot), vista na adaptabilidade que a análise pode sofrer com o tempo.

Uma crítica forte é justamente este segundo que lhe trás tanta força por se apoiar em modernas teorias, como fraquezas, por deixar a análise sujeita a terríveis vieses psicológicos humanos (daí a margem para tanta crítica na análise técnica).

A grande verdade universal é que a grande verdade universal ainda não existe, para nosso alento, mas entender suas ramificações melhora nossa percepção sobre este universo.

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