Investimentos na Prática

Informações, análises e curiosidades sobre empresas e mercados de capitais.

  • jul
  • 22
  • 2010
  • 14:00

ETF

Escrito por: Roberto

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Um ETF (sigla em inglês para Exchange Traded Fund, algo como fundo com cotas negociadas em bolsa) permite investir em um fundo que, em geral, procura replicar o desempenho de um índice acionário. No Brasil, os ETFs existentes são (em parênteses, o índice que procuram replicar):

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PIBB11 (IBX-50)

BOVA11 (Ibovespa)

MILA11 (Mid Large Cap)

SMAL11 (Small Cap).

MOBI11 (Índice Imobiliário)

CSMO11 (Índice de Consumo)

 

A forma de investimento é idêntica ao de se investir em ações, através de ordens de compra aos preços que estão sendo praticados no mercado, tendo que pagar uma corretagem por conta da intermediação.

 

No blog do Márcio Rodrigues no InvestBolsa, há uma série de textos sobre ETFs, examinando o desempenho do BOVA11 desde o lançamento e de operações com esse ativo. No site da Bovespa, há uma área sobre os ETFs brasileiros.

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Para um investidor que deseje manter uma carteira indexada ao Ibovespa, investir em BOVA11 é uma alternativa interessante. Comparado com comprar cada ação do Ibovespa individualmente, o investimento no ETF tem a vantagem de pagar menos corretagens na compra das ações (paga-se apenas uma vez) e de não precisar ajustar a carteira toda vez que uma empresa paga dividendos ou que a carteira seja modificada. Na verdade, é praticamente inviável para um investidor pessoa física replicar o Ibovespa comprando as ações nas quantidades corretas e ir ajustando a carteira periodicamente. Uma alternativa seria investir em um fundo mútuo normal, mas é possível que o fundo cobre taxas de administração maiores do que a taxa de 0,54% do iShares Ibovespa Fundo de Índice, o fundo do BOVA11. Como desvantagens, é possível que o fundo do BOVA11 não consiga replicar eficientemente o Ibovespa e que a diferença entre a melhor ordem de compra e a melhor ordem de venda do ativo seja muito grande, diminuindo os retornos.

 

Adicionalmente à compra de um ETF de índice amplo (BOVA11 e PIBB11), o investidor poderia comprar cotas de ETFs setoriais (MOBI11 ou CSMO11) ou de ações menores (SMAL11 para ações de baixa capitalização de mercado e MILA11 para ações de média capitalização). Com isso, é possível incorporar em sua carteira expectativas mais favoráveis para os setores imobiliários ou de consumo ou poderia se expor mais ao risco investindo em ações de capitalização menor, em especial utilizando o SMAL11. Fará isso tendo apenas três “ações” na carteira, BOVA11, MOBI11 e SMAL11 (por exemplo).

 

Os preços deveriam variar de acordo com o índice de referência e são uma fração do índice. O Ibovespa valia por volta de 64 mil pontos em 21/07/10 e o BOVA11 é próximo de 1/1.000 desse valor. O lote-padrão é de 100 cotas, o que torna o investimento mínimo por volta de R$ 6,4 mil. A partir de 2 de Agosto, o lote-padrão passará a ser de 10 cotas, o que tornará o investimento mínimo R$ 640. Isso tornará o produto mais acessível, porém, compras a esse valor mínimo implicam maior corretagem fixa. Uma corretagem fixa de R$ 16,99 cobrada na compra e na venda sobre R$ 640 implica corretagem de 5,31%, enquanto que sobre R$ 6,4 mil é apenas 0,53%. Com uma corretagem de 5,31% para o caso de um investimento de R$ 6,4 mil, pode ser preferível investir em um fundo de ações (se o investidor já tiver um ou se encontrar um que aceite esse volume de aplicação inicial).


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